quarta-feira, 7 de abril de 2010

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Em 5 anos, dispositivos móveis deverão superar desktops no acesso à web


Popularização de smartphones, e-readers e tablets e ampliação das redes 3G e 4G favorecem a mudança, afirma estudo da Morgan Stanley.

internet móvel está crescendo mais do que a de desktop jamais cresceu, e mais usuários devem acessar a internet a partir de dispositivos móveis do que de computadores de mesa nos próximos cinco anos, de acordo com um estudo do banco de investimentos Morgan Stanley.

A intrigante previsão é uma das muitas de um estudo de 424 páginas feito pela empresa. Ele diz que estamos no começo do desenvolvimento da internet móvel, que cresce mais rapidamente que outros ciclos tecnológicos, incluindo a evolução dos computadores de mesa.

Devido à rápida adoção dos smartphones, incluindo o
iPhone, e o crescimento de dispositivos que usam oAndroid, do Google, a conclusão não deve surpreender ninguém.

O estudo também aponta que o crescimento da internet móvel é um fenômeno global, e não apenas de países desenvolvidos. Porém, apesar do foco mundial, companhias norte-americanas como Apple, Google e Amazon estão tomando a liderança do mercado.

Tendências
Cinco tendências estão convergindo para o crescimento da internet móvel: as redes 3G (e futuramente 4G), a popularidade de redes sociais, os vídeos online, serviços de VoIP como o Skype e “incríveis dispositivos móveis” que realizam tarefas que até pouco tempo atrás eram possíveis apenas em desktops.

Uma visão a curto prazo parece especialmente brilhante para a Apple, mas desafios devem surgir. O “ecossistema móvel” do iPhone, iPod Touch, iTunes e vários acessórios e serviços vão continuar crescendo nos próximos dois anos. Depois disso, porém, o Android, a competitividade com mercados emergentes, e limitações de operadoras sem fio podem ser ameaças para a participação da Apple no mercado, prevê o relatório.

Há pouca dúvida de que a internet móvel irá prevalecer nos próximos anos – preste atenção em quantos dispositivos móveis surgiram desde o lançamento do iPhone em 2007. O crescimento de opções e as melhoras nos smartphones, uma nova geração de tablets, e-readers como o Kindle e as redes 4G tornam fácil ver que o futuro da internet está na mobilidade.

(Jeff Bertolucci)

Número de habilitação de celulares é menor em novembro


Segundo a Anatel, 1,7 milhão de linhas foram habilitadas no mês, ante 1,9 milhão de outubro; Brasil tem 169,8 milhões de celulares ativos.



O Brasil registrou uma queda no número de habilitações de celulares em novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17/12) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No mês foram adicionados 1,7 milhão de novos assinantes à base móvel, ante 1,9 milhão em outubro.

Com as novas adesões, o Brasil fechou o período com 169,8 milhões de celulares ativos. De janeiro a novembro de 2009, o país teve 19,1 milhões de linhas habilitadas.

Em comparação com períodos equivalentes de anos anteriores, é o segundo melhor resultado já registrado. Perde apenas para 2008, quando foram habilitados 26 milhões de linhas no mesmo período.
Em termos de tecnologia de acesso, a Anatel 7% de celulares CDMA e WCDMA. O predomínio é do GSM, presente em 90,2% dos celulares. O sistema analógico AMPS ainda é utilizado por 4.372 aparelhos.
Apesar da queda de habilitações em novembro, a base total de celulares registrou um crescimento de 0,95% em comparação com o mês passado. A densidade em novembro por grupo de 100 habitantes chegou a de 88,43%.

Ranking das operadoras

A Vivo, a líder do mercado, conseguiu aumentar a sua participação no setor, embora com pequeno percentual. A operadora ficou com market share de 29,57%, ante 29,51% em outubro.

A Claro, a segunda do ranking, reduziu sua fatia de 25,45% para 25,42%, enquanto a TIM aumentou de 23,73% para 23,75%. Já a Oi diminuiu sua fatia de 20,94% em outubro para 20,89% no mês passado.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Não compre presente sem consultar as redes sociais

Antes de concluir suas compras de Natal e fim de ano pela internet, procure no Google e nas mídias sociais por experiências boas e ruins dos consumidores sobre esses produtos, os serviços e seus canais de venda. Não se arrependa depois.

Estudo realizado recentemente pelo e-bit, instituto pioneiro em pesquisas sobre hábitos e tendências de e-commerce no Brasil, revela que o volume de negócios gerados pelas vendas online neste Natal deve atingir a casa de R$ 1,63 bilhão.

Com esse resultado, o comércio eletrônico brasileiro deve faturar R$ 10,5 bilhões neste ano, o que representará crescimento de 28% sobre o faturamento de 2008.

No mundo offline, os números não são tão graúdos. Mesmo assim, a expectativa do comércio é de que as vendas no Natal deixem para trás definitivamente o fantasma dos estoques encalhados por conta da crise econômica.

Nesse cenário, o que você, consumidor, pode fazer para tirar o maior proveito possível e conseguir bons descontos em seus presentes? E como as marcas presentes no mundo real e virtual podem conseguir aumentar suas vendas? Se você pensou em mídias sociais, sim, elas podem ser uma boa dica, tanto para consumidores quanto para varejistas.

É mais um diferencial no processo de decisão de compra de presentes.

Antes das redes sociais, a atenção sempre esteve voltada para a qualidade dos produtos; segurança com o cartão de crédito nas compras; cuidado para não deixar a compra do presente para a última hora; garantia de que vai receber o produto a tempo ao comprar via internet.

Agora, a opinião e a experiência (boa ou ruim) de outros consumidores com determinada loja ou marca também passam a fazer parte dessa lista.

O advento da troca de vivências traz cada vez mais o aspecto social para as compras, transformando uma venda tida até então como algo comum em uma venda baseada na experiência coletiva de um grupo, com uma marca e seu canal de venda.

Isso se traduz com a verificação da experiência dos usuários do produto ou serviço que você quer adquirir. Sendo assim, antes de comprar, vá a um buscador (Google, Bing, Yahoo!) e pesquise sobre a loja e o produto.

Além dos links dos sites das lojas e das marcas, com certeza o resultado da busca trará para você indicações de experiências de usuários presentes em mídias sociais. Nesses locais você vai encontrar dicas, reclamações, elogios, dúvidas, bate-bocas, respostas sobre o produto ou serviço de seu interesse.

Indo mais além
Aprofunde sua pesquisa. Vá também ao Orkut e verifique se há comunidades das marcas ou redes varejistas. Veja o que falam delas por lá, entre em contato com os participantes e pergunte, tire suas dúvidas.

No Twitter, verifique se as lojas promovem algum diferencial de preço para quem as segue, tire proveito desse relacionamento.

No Yahoo! Respostas, veja que perguntas e respostas foram postadas para questionamentos sobre a marca ou varejista de seu interesse. Veja se eles têm um canal no YouTube, se eles e seus consumidores estão expressando suas opiniões no Facebook; se há alguma maneira de ver pontos de venda, vídeos, fotos e outros dados que reforcem a sua decisão de compra em locais como o GoogleMaps, Wikipédia, Flickr, entre outros.

Não se esqueça também de dar uma passadinha pelos blogs.

Além da experiência do outro, existem recursos alternativos interessantes para explorar. Quer uma dica? Reúna pessoas em torno de seus interesses em mídias sociais, tais com consumidores que queiram comprar um determinado produto. Faça contato com a loja, online ou offline, conte que você e várias outras pessoas gostariam de adquirir determinado produto. Com certeza, haverá algum diferencial de preço na negociação.

Sites como o Facebook, com mais de 300 milhões de usuários, estão fazendo as empresas acrescentarem ao marketing tradicional ações de interatividade em mídias sociais.

Afinal, não dá mais para ignorar esse fenômeno. A InPress Porter Novelli, em parceria com a E.Life, realizou em julho de 2009 uma pesquisa sobre hábitos de uso e comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais. Com mais de 1.200 participantes em todo o país, o estudo revelou, dentre muitos números, três que chamam a atenção dos varejistas e das marcas:

    88,3% desses internautas buscam informações sobre modelos de produtos/serviços específicos antes de adquiri-los/contratá-los;
    34% fazem sugestões a outros internautas sobre um produto/serviço (ainda que não o tenham adquirido);
    42,9% recomendam a outros internautas um produto/serviço adquirido.

Estrategistas de marketing de grandes marcas como Submarino, Casas Bahia, Magazine Luiza, Ponto Frio e Americanas não estão mais ignorando essa realidade. Muitas dessas lojas começaram este ano a interagir.

Se você possui ou trabalha em uma loja virtual, com certeza tem como desafio desenvolver estratégias de como usar as mídias sociais a seu favor, aumentando vendas e fidelizando clientes.

Monitorar o que estão falando da marca e interagir, numa mistura de SAC, hotline e canal de vendas, é um caminho sem volta para as empresas.

Será? Pão de Açúcar agora interessado agora na Insinuante?

Notícia que saiu hoje pela manha no Blue Bus:

"Pão de Açúcar agora pensa na Insinuante e suas 250 lojas no Nordeste. Nota na coluna do Ancelmo Góis hoje no Globo diz que Abílio Diniz (Pão de Açúcar), recém saído da compra das Casas Bahia, mostrou interesse pela Insinuante, rede com 250 lojas no Nordeste."

Com mais de 50% da produção de grandes indústrias veiculadas à união do GPD com a das Casas Bahia, será possível ainda uma maior ampliação? O que será das grandes indústrias nesse sentido? E os demais players do mercado, será que ainda conseguirão ser competitivos?

Mas como até pouco tempo atrás ninguém acreditaria numa compra como a que ocorreu, o que dizer do futuro próximo?


Super, Hipermercados, Alimentos, Bebidas e Fumo crescem 12,2% e alavancam alta de 8,4% nas vendas do varejo em outubro

GS&MD - Gouvêa de Souza analisa o desempenho do varejo e aponta ainda: Setor de automóveis cresce 20% e leva varejo ampliado a uma alta de 11,2%

As vendas do varejo brasileiro tiveram em outubro uma expansão de 8,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com números divulgados nesta manhã pelo IBGE. Como tem ocorrido nos últimos meses, o segmento de Hiper, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo impulsionou o desempenho total do varejo, com uma forte alta de 12,2% nas vendas. O setor vem crescendo consistentemente acima da média geral, por conta do aumento da massa salarial da população e da baixa inflação. ”Esse desempenho deverá continuar no período de Natal”, afirma Luiz Goes, sócio sênior e diretor da GS&MD - Gouvêa de Souza. A expectativa é que o setor feche 2009 com o melhor desempenho de sua história, acima dos 7,6% ocorridos em 2006.

Enquanto o varejo brasileiro acelera sua expansão (em agosto e setembro o crescimento foi de 4,8% e 5,1%, respectivamente), nas principais economias do mundo os resultados ainda são negativos: nos Estados Unidos, o varejo teve queda de 3,18% em outubro e de 7,35% no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2008, excluindo automóveis; já na zona do euro, o recuo foi de 2,4% no mês e de 1,8% no acumulado do ano, também na comparação com período equivalente de 2008.

No mercado brasileiro, as vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria avançaram 11,3% em outubro, um ritmo superior aos 8,2% de setembro. Com isso, o setor acumula no ano uma expansão de 11,8% e é o de melhor desempenho entre todas as categorias do varejo brasileiro. O setor de Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação, categoria que inclui celulares e computadores e vem sendo nos últimos anos um dos segmentos de maior crescimento, acumula no ano uma alta de 11,3%, tendo crescido 6,7% em outubro. “A base de comparação é muito forte, mas mesmo assim o setor vem apresentando um crescimento consistente”, comenta Goes.

Entre os segmentos mais dependentes de crédito, os números de outubro também são animadores. Em Móveis e eletrodomésticos, as vendas cresceram 3,5%, no quarto mês consecutivo de alta nas vendas. “Embora no acumulado do ano o resultado seja ainda negativo em 0,7%, com a continuidade da redução do IPI para os produtos com baixo consumo de energia, o setor deverá fechar 2009 com um pequeno crescimento em relação a 2009, compensando o forte desaquecimento ocorrido no primeiro trimestre”, explica Goes.

No varejo ampliado, as vendas cresceram 11,2% na comparação anual, levando o acumulado de 2009 a uma expansão de 5,1% em relação aos primeiros dez meses do ano passado. O setor de Veículos e motos, partes e peças teve em outubro um crescimento de 20,0%, devido principalmente à base de comparação fraca. Um ano atrás, o setor automotivo foi o primeiro a sucumbir aos efeitos da crise financeira global, com o corte do crédito ao setor, derrubando as vendas. Material de Construção, porém, continua sua trajetória descendente, com queda de 4,5% em outubro e de 8,9% no acumulado de 2009. “Esse foi o único segmento do varejo a apresentar recuo nas vendas, mas o ritmo da queda tem diminuído mês a mês, o que é bastante positivo”, afirma Luiz Goes.

Outra nota positiva do varejo brasileiro foi que todas as Unidades da Federação apresentaram crescimento – à exceção do Tocantins. “O crescimento do varejo foi generalizado no país, mostrando que as condições macroeconômicas vêm melhorando de forma consistente neste segundo semestre”, conclui o especialista.


Google desenvolve celular próprio para enfrentar Apple


Dois gigantes do mundo da tecnologia, Google e Apple, podem em breve estar envolvidos em combate direto, celular contra celular. O Google planeja lançar um smartphone próprio no começo do ano que vem, segundo funcionários da empresa, e a decisão poderia desafiar o domínio da Apple em uma das tecnologias de mais rápido crescimento e mais importantes das últimas décadas.
O novo celular Android do Google, equipado com tela de toque, foi distribuído a muitos funcionários da empresa para teste na semana passada, e pode alterar os fundamentos do mercado de celulares dos Estados Unidos, no qual a maioria dos celulares opera apenas na rede da operadora de telefonia móvel que venda o aparelho. A empresa, utilizando o poder de sua marca, planeja comercializar e vender o novo aparelho diretamente aos consumidores, via internet, e os compradores poderiam assinar com qualquer operadora, dizem funcionários do Google.
O lançamento de um celular Google, fabricado por uma empresa asiática de acordo com as especificações de hardware e software do gigante do mercado de buscas, seria uma empreitada importante e arriscada para a empresa. Até o momento, ela se limitou a desenvolver software que aciona celulares, construídos e comercializados por parceiros, e em geral evitou se envolver na venda de hardware.
A aparente mudança sublinha o fato de que os celulares estão rapidamente se tornando o maior campo de batalha tecnológico do futuro, e que os consumidores dependem cada vez mais de seus celulares para navegar na internet e realizar outras tarefas de computação. Também indica que o Google está determinado a deixar sua marca em mais um setor, como o fez anteriormente na publicidade, livros e vídeos online.
Mas os analistas afirmam não estar claro que o sucesso do Google na internet possa se estender ao projeto, marketing e distribuição de hardware. Muitas empresas tentaram transição semelhante e tropeçaram. A Microsoft tornou o Xbox um sucesso, mas quando deixou de lado seus parceiros no setor de música e lançou um player próprio, o Zune, não conseguiu ganhar terreno diante do Apple iPod.
O sucesso do celular pode depender do preço de venda que o Google escolha. A maioria dos americanos adquire celulares subsidiados pelas operadoras de telefonia móvel, que recuperam os custos iniciais assim incorridos por meio de contratos compulsórios de longa duração. Os iPhones, oferecidos ao consumidor por US$ 199, na verdade custam US$ 550 à AT&T, de acordo com analistas.
Katie Watson, porta-voz do Google, se recusou a comentar sobre os planos da empresa. Ela pediu que os repórteres lessem um post publicado sábado no blog da empresa, no qual a companhia informa que o novo aparelho é um "laboratório móvel" que permitiria aos funcionários testar novas tecnologias. Funcionários da empresa, que falaram sob a condição de que seus nomes não fossem revelados porque o celular é supostamente confidencial, disseram que o aparelho, fabricado pela HTC, de Taiwan, é mais fino que o iPhone, e oferece tela de toque um pouco maior. O modelo pode chegar ao mercado já em janeiro, afirmaram.
Os funcionários disseram que ele seria vendido desbloqueado, o que significaria que os consumidores poderiam escolher uma operadora, e que empregaria tecnologia GSM, utilizada nos Estados Unidos pela T-Mobile e AT&T, e pela maioria das operadores de telefonia móvel no resto do mundo. O modelo leva o nome Nexus One, de acordo com reportagens e com dados sobre o acesso dos aparelhos a sites de web.
O Google vinha insistindo há muito em que não tinha interesse na fabricação e venda de celulares, afirmando que preferia depender de parceiros de hardware e operadoras de telefonia móvel para comercializar ampla variedade de celulares acionados pelo Android, o seu sistema operacional gratuito. Em outubro, Andy Rubin, vice-presidente de engenharia da divisão Android, descartou a ideia de que a empresa "concorreria com seus clientes" por meio de um celular próprio, de acordo com o serviço de notícias tecnológicas Cnet.
Os analistas afirmam que a aparente mudança sinaliza o reconhecimento, pelos executivos da empresa de que o Google precisa controlar de forma mais direta o seu destino no mundo da comunicação sem fio. "Eles perceberam a telefonia móvel como a próxima grande oportunidade", disse Jeffrey Lindsay, analista da Sanford Bernstein. "O risco de tentar promover uma estratégia própria por meio de parceiros é grave demais. Eles querem mais influência e mais controle".
Além disso, os analistas afirmam que o iPhone, a despeito de oferecer com destaque alguns serviços do Google, causa nervosismo a este. "Eles não querem que o acesso ao Google seja controlado ou influenciado por um rival como a Apple", disse Ben Schachter, analista do grupo de pesquisa Broadpoint AmTech.
O Google quer que mais pessoas usem celulares que facilitem o acesso à web, em parte porque confia no crescimento da publicidade vinculada a buscas, que começa a desacelerar nos computadores. Nos celulares, porém, o uso do serviço de buscas móveis do Google cresceu 30% em seis meses, este ano, disse Schachter. "É um grande crescimento, e a maioria dele provém do iPhone", disse. "Por conta disso, a Apple ganha muita influência sobre o comportamento dos usuários".
Até recentemente, Google e Apple eram vistos como aliados estreitos, na mira contra um inimigo comum: a Microsoft. Eric Schmidt, presidente-executivo e do conselho do Google, e Arthur Levinson, antigo presidente-executivo da Genentech, eram membros dos conselhos de ambas as empresas. Mas a ascensão dos celulares terminou por afastar os dois aliados. Mais de um ano atrás, Schmidt começou a se abster de participação nas reuniões de conselho da Apple que tratassem do iPhone.
Google e Apple concorrem em outras áreas, como a distribuição online de música e vídeo, navegadores de web e, em breve, sistemas operacionais para computadores. Mas é nos celulares que as duas empresas parecem disputar terreno com mais agressividade.
Nas últimas semanas, o Google revelou diversos serviços de ponta para celulares equipados com o Android, entre os quais um aplicativo distribuído gratuitamente que oferece instruções detalhadas sobre como chegar a um endereço. Um aplicativo comparável para o iPhone, produzido pela TomTom, custa US$ 99. "A Apple enfim encontrou um concorrente digno", disse Ashok Kumar, analista da Northeast Securities que dois meses atrás previu que o Google desenvolveria e comercializaria um celular com sua marca. Natalie Kerris, porta-voz da Apple, se recusou a comentar sobre os planos do Google.
Os analistas dizem que o plano do Google é arriscado, especialmente porque pode alienar os parceiros da empresa no uso do Android. Eles lançaram diversos celulares equipados com esse sistema operacional nos últimos meses, entre os quais o Motorola Droid, um aparelho muito poderoso e muito elogiado pelos comentaristas. Mas o iPhone continua a superar os celulares Android em termos de vendas, e também é o celular preferencial para dezenas de milhares de programadores que criam aplicativos para telefonia móvel.
Os analistas afirmam que o Google talvez acredite que só o envolvimento direto da empresa poderia fazer do Android um concorrente forte para o iPhone, por enquanto disponível apenas pela AT&T, nos Estados Unidos. Essa exclusividade deve caducar no ano que vem, caso o acordo não seja renovado. Não se sabe se o Google formaria alianças com operadoras a fim de vender assinaturas para o celular, ou se subsidiaria os aparelhos e tentaria recuperar o dinheiro assim investido por meio dos proventos auferidos com a publicidade em redes móveis.
"Se não houver subsídio, suspeito que o impacto será pequeno", disse Charles Golvin, analista de comunicação sem fio na Forrester Research. Golvin disse que a Nokia havia tentado vender celulares de alto preço em subsídios, nos Estados Unidos, sem grande sucesso. "Caso optem por vendê-los subsidiados, o impacto poderia ser muito, muito significativo", disse. Os analistas também acreditam que a jogada do Google pode ter por alvo os importantes mercados internacionais, onde celulares desbloqueados e não subsidiados tendem a ser a norma.
Kumar disse que embora os planos do Google possam incomodar as operadoras, a empresa saberia como aplacá-las e continuar trabalhando com elas. "Desde que o Google ofereça uma plataforma com qual as operadoras possam lucrar, elas participarão alegremente", afirmou. "O Google pode dividir os lucros de publicidade com as operadoras". Muito dependerá, claro, da qualidade e dos atrativos do aparelhos. Algumas das pessoas que o viram estão elogiando muito o modelo. Uma delas afirmou no Twitter que "ele é muito sexy".
Tradução: Paulo Migliacci ME